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sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Criação de grilos




Criação de grilos
Os grilos são encontrados em diversas partes do mundo, e a criação em cativeiro é feita a mais de mil anos em países como a China e o Japão
A maneira como eram criados antigamente lembra e muito a forma como temos nossos pássaros hoje em dia: em nossas residências, colocados em gaiolas ricamente ornamentadas, e com o mais belo canto possível.
Eram considerados amuletos de boa sorte, e por incrível que pareça: criavam-se “grilos-de-briga”, que disputavam torneios tão populares como as rinhas de galos-de-briga.
Os adversários eram deixados por um longo período de jejum, e o prêmio do vencedor era poder devorar o oponente.
Atualmente são criados em larga escala em vários países, para serem vendidos como alimento vivo em lojas de animais de estimação, como iscas para pescaria em pesque-pagues, e como iguaria culinária em restaurantes especializados.
Pertencem a classe dos Insetos, ordem Orthoptera e família Grillidae. São onívoros, terrestres e noturnos.
Grilos são insetos muito asseados, sendo fácil criá-los, mas alguns fatores devem ser considerados antes de dar inicio a uma criação:
• Grilos fazem barulho – para minimizar esse problema, uma dica é reduzir o número de machos na caixa de criação (1 macho para 3 fêmeas).
• Necessitam de atenção diária, para se verificar a existência de água limpa e comida.
• Considere que algumas fugas serão inevitáveis!
Os grilos têm um odor definido, mas se a colônia é bem manejada e mantida limpa, a maioria das pessoas não considera esse odor desagradável.

VALOR NUTRICIONAL

Grilos são um excelente alimento para nossas aves, ricos em proteínas, gorduras e vitaminas. Porém, insetos em geral, apresentam em sua composição uma relação cálcio/fósforo inadequada. Uma relação adequada para aves seria de 1:1 à 2:1.

INSTALAÇÕES

• Condições ambientais
Grilos vivem melhor em ambientes limpos, ventilados, secos e quentes.
Temperaturas mais altas aceleram o crescimento e reduzem a duração do ciclo do inseto, sendo a temperatura ideal encontrada no intervalo de 26 a 32ºC.
Não suportam o frio, e uma queda brusca de temperatura pode matar muitos grilos. Em regiões de clima frio, uma lâmpada de 15W será suficiente para manter a temperatura da caixa por volta de 30ºC.

• Tela para cobertura

Tem como objetivo prevenir fugas e ataque de predadores, como aranhas e roedores.
A melhor tela é feita de metal, de preferência de alumínio, com a malha adequada ao tamanho dos grilos que irá conter. Telas de nylon não devem ser utilizadas, pois podem ser cortadas facilmente.

• Abrigos

As bandejas para ovos feitas em papelão são muito úteis na caixa de criação. Elas poderão ser manipuladas mais facilmente se forem amarradas em conjuntos de 4 ou 5 unidades, muito útil no momento da limpeza da colônia e na captura dos insetos.
Com o tempo haverá um acumulo de detritos nas bandejas (sobras de alimentos, fezes e insetos mortos), momento em que devem ser substituídas.

Vale lembrar o comentário feito em relação as sobras da cultura do Tenebrio molitor: trata-se de um excelente adubo para horta e o jardim, mas devemos utilizar proteção para a pele, os olhos e o sistema respiratório quando manipulamos esse material.

Uma caixa com cerca de 50cm de lado é suficiente para se manter 250 grilos adultos. Grilos adultos chegam a saltar 40cm de altura, e por isso as caixas devem ser altas.
Devemos lembrar que o aumento excessivo da população de insetos dentro da caixa de criação tende a reduzir o crescimento corporal dos indivíduos, e aumentar a ocorrência de canibalismo.

• Modelos de caixas de criação

As caixas mais utilizadas são de plástico ou vidro, por serem fáceis de limpar, visualizar, não absorverem umidade, serem leves, e principalmente, por dificultarem as fugas, já que os grilos adultos não conseguem escalar superfícies lisas.

ALIMENTAÇÃO

Alimentar os grilos com uma dieta adequada é fundamental para: garantir condições ótimas ao desenvolvimento dos insetos e sua procriação; fornecer as aves um alimento vivo com alto valor nutricional e reduzir o índice de canibalismo dentro da cultura de insetos.

• Ração

Rações para peixes, aves, cães e gatos são as mais utilizadas, de preferência rações grosseiramente moídas.

• Fonte de umidade

Qualquer fruta, legume ou verdura pode ser usada, desde que de boa qualidade e isenta de agrotóxicos.
O importante é que criador conheça o consumo diário de vegetais em sua colônia e forneça uma quantidade para que haja o mínimo possível de sobras, e essas deverão ser retiradas diariamente.

REPRODUÇÃO

• Ciclo de vida

São insetos de metamorfose incompleta (ovo-ninfa-adulto), ou seja, não possuem o estágio de pupa.
Os ovos medem cerca de 2mm, têm formato de bastões, são amarelados e razoavelmente translúcidos, podendo ser vistos a olho nu.
Demoram de 15 a 20 dias para eclodir.
Os grilos recém nascidos se parecem com pequenas formigas que invadiram o aquário.
Os grilos filhotes são chamados de ninfas. Essa fase vai desde o nascimento até a maturidade sexual.
As ninfas são semelhantes aos adultos, porém menores.
Elas passam por 5 a 7 trocas de exoesqueleto até se tornarem adultos. O exoesqueleto é rígido, e precisa ser trocado para permitir o desenvolvimento corporal.
Sabemos que um grupo de grilos chegou a fase de adulto quando começamos a ouvir o som dos machos “cantando” vindo de dentro da caixa.
De uma maneira geral, a fase adulta tem início aos 60 dias de vida, e com cerca de 90 dias terminam o ciclo e morrem.
Cada fêmea coloca cerca de 100 ovos durante seu período reprodutivo.

• Dimorfismo sexual

São características das fêmeas adultas:

o possuem 3 longos tubos na região posterior. O tubo central é o ovopositor, com cerca de 1,5cm de comprimento, o órgão com o qual ela introduz os ovos no solo.
o possuem as asas completamente desenvolvidas e lisas
o geralmente são maiores que os machos.
o Não produzem som relevante.

São características dos machos adultos:

o possuem apenas 2 tubos longos na região posterior. Não possuem ovopositor.
o possuem as asas mais ásperas, com aspecto de amassadas.
o geralmente são menores que as fêmeas.
o emitem um som para atrair as fêmeas e delimitar um território.

• Ninho, incubação e eclosão

A reprodução pode ser conseguida da seguinte maneira: coloca-se na caixa de criação, um pires com uma camada de cerca de 2cm de algodão hidrófilo embebido em água.
É absolutamente necessário que esteja sempre úmido, porém jamais deverá ficar encharcado. As fêmeas farão a postura no algodão.
Ao fim de oito dias, transporta-se o pedaço de algodão para outra caixa , onde a temperatura deverá ser constante, por volta de 30ºC.
De 2 a 3 semanas depois deverá surgir um grande número de pequeninos grilinhos.



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